Os alunos do 5º ano ficaram a conhecer a biblioteca da E.B. 2,3 de Castro Marim. Primeiro, participaram no escola paper, que dá a conhecer toda a escola e que tem uma paragem na biblioteca. Depois, com professores dos conselhos de turma visitaram a biblioteca, receberam os cartões da BE e os guiões de funcionamento. Um bom ano para todos!
BLOGUE DA BIBLIOTECA ESCOLAR DA E. B. 2,3 DE CASTRO MARIM E DA BIBLIOTECA ESCOLAR DA E.B. 1 /JI DE ALTURA
25.9.11
23.9.11
Jornadas Europeias do Património
Património: Jornadas Europeias começam hoje
«Património e Paisagem Urbana» é o mote para 590 iniciativas e 250 visitas guiadas que decorrem em todo do país a partir de hoje e até domingo, no âmbito das Jornadas Europeias do Património.
O Instituto de Gestão do Património Arquitetónico e Arqueológico (IGESPAR) que coordena a programação, afirma que o mote escolhido pretende «sensibilizar os cidadãos para a necessidade de proteger e valorizar as características da paisagem nas cidades, vilas e aglomerados urbanos, entendida no seu sentido mais amplo».
«Património e Paisagem Urbana» é o mote para 590 iniciativas e 250 visitas guiadas que decorrem em todo do país a partir de hoje e até domingo, no âmbito das Jornadas Europeias do Património.
O Instituto de Gestão do Património Arquitetónico e Arqueológico (IGESPAR) que coordena a programação, afirma que o mote escolhido pretende «sensibilizar os cidadãos para a necessidade de proteger e valorizar as características da paisagem nas cidades, vilas e aglomerados urbanos, entendida no seu sentido mais amplo».
Inês Pedrosa vence Prémio Máxima
15.9.11
A fada Beringela | António Torrado

Era uma vez um rei e uma rainha muito pobres. Tinham um filho, que, como é óbvio, era príncipe. Viviam numa casa arruinada, a que chamavam palácio, e nas suas viagens através do reino, que já não lhes pertencia, deslocavam-se numa moto mal enjorcada. O rei pegava no guiador só com uma mão, porque a outra a levava a agarrar a coroa, sempre ameaçada de cair com a deslocação do ar. A rainha arregaçava o manto debruado a arminho e pele de coelho e encavalitava-se atrás do seu real esposo. Quanto ao príncipe, muito esguio e alto, mal cabia no "side-car", que é, como nem todos sabem, o nome que se dá à barquinha atrelada a um dos lados de uma moto. Chamavam àquele bizarro meio de transporte o "coche real" e assim viviam contentes.
De uma vez que seguiam pela estrada, a serem ultrapassados constantemente por camionetas, que não respeitavam a prioridade da família real, tiveram um furo. Assim sucedia muitas vezes e, de todas as vezes que isso sucedia, a família real apelava para as maravilhosas virtudes da fada Beringela. Gritavam os três em coro as palavras mágicas:
- Querida fada Beringela, que é tão bela, tão singela, não há fada como ela.
Vinha a fada Beringela dizendo-se muito atarefada, muito atrasada nas suas lides de fada e, protestando sempre contra esta descuidada família real que não sabia onde punha os pés, isto é, os pneus, lá lhe consertava o furo. Depois cavalgava num foguete. Fuunh! E ia-se embora sem se voltar para trás a dizer adeus.
Esta fada Beringela, por contrato com os antepassados do rei Vilandino III, assim se chamava o rei da moto, ficara com a incumbência de prestar pequenos serviços, pequenas mágicas, à dinastia real. Coisas de pouca monta: uma chave que se perdia, um velho prato em cacos, uma melga maçadora.
Vinha a fada Beringela: "Zebelim-perlim-limpim" e aparecia a chave, colavam-se os cacos, desaparecia a melga. Se lhe pedissem a chave de um tesouro, um palácio novinho em folha de prata ou a má sorte importuna afastada de vez, a fada Beringela respondia que não tinha arte nem façanha para tais alturas e encolhia os ombros:
- Conformem-se com o que há - dizia ela.
E a família real não tinha outro remédio...
Mas coisa de furos estava na sua especialidade. Só havia um problema, que era este: a fada Beringela, para não ser constantemente importunada, impusera um limite aos seus serviços, um limite anual de cinquenta chamadas por ano, nem mais uma. Acima de cinquenta chamadas por ano a fada já não atendia. Grande berbicacho!
Vocês estão já a ver que a família real, embalada neste hábito de chamar pela fada dos bons serviços por qualquer insignificância, se esquecia de contar as vezes que ela vinha em seu auxílio. Quando davam que só faltava meia dúzia de chamadas para completar as cinquenta, então é que deitavam as mãos à cabeça.
Foi o que sucedeu desta vez. Estavam em Setembro e já tinham pedido a presença da fada 49 vezes. Que fazer para a poupar, tendo ali a malfadada da moto emperrada, na berma do caminho? Chama-se, não se chama, desta arranjamos nós ou vamos o resto do caminho a pé... Em semelhante discussão a família real perdia a compostura.
- Desta feita não se chama a fada, porque o príncipe arranja o furo - dizia o rei.
- Eu acho que a fada podia vir ajudar-me... - sugeriu o príncipe.
- O que tu queres é cruzar os braços e não trabalhar - concluía a rainha.
O príncipe, abespinhado, respondeu de pronto à laia de pergunta:
- Que tenho eu aprendido convosco, Reais Pais?
Um moço, que andava aos figos, empoleirado numa ramada de figueira sobre a estrada, e que tudo tinha ouvido, comentou assim, em versos de pé-coxinho:
- Que família de ralaços que madraços mais caretas!
Rei, rainha e "reineta",
Três paspalhos dos autênticos
Três paspalhos dos autênticos
Valem em moedas pretas
Pouco mais de vinte cêntimos.
A família embatucou. O príncipe, mais do que todos, sentiu a afronta do termo "reineta" cair-lhe sobre a cabeça, como uma maçã do mesmo nome. Talvez por isso fosse ele o primeiro a mexer na caixa de ferramentas. Logo o rei pegou numa chave-inglesa, enquanto a mãe descalçava as luvas de seda a que faltavam dois dedos.
E, num instante, substituíram a roda.
Vocês querem crer que, de aí em diante, nunca mais a fada Beringela foi incomodada?
Claro que a fada, vendo que os seus préstimos já de nada valiam, emigrou, como as suas companheiras, para dentro de um livro muito antigo, mas, antes de desaparecer de vez, ofereceu à família real um unguento mágico, infalível tratamento para todas as feridas. Chama-se, se me não engano, tintura de iodo, ou coisa parecida...
Pouco mais de vinte cêntimos.
A família embatucou. O príncipe, mais do que todos, sentiu a afronta do termo "reineta" cair-lhe sobre a cabeça, como uma maçã do mesmo nome. Talvez por isso fosse ele o primeiro a mexer na caixa de ferramentas. Logo o rei pegou numa chave-inglesa, enquanto a mãe descalçava as luvas de seda a que faltavam dois dedos.
E, num instante, substituíram a roda.
Vocês querem crer que, de aí em diante, nunca mais a fada Beringela foi incomodada?
Claro que a fada, vendo que os seus préstimos já de nada valiam, emigrou, como as suas companheiras, para dentro de um livro muito antigo, mas, antes de desaparecer de vez, ofereceu à família real um unguento mágico, infalível tratamento para todas as feridas. Chama-se, se me não engano, tintura de iodo, ou coisa parecida...
29.8.11
A.E. de Castro Marim nos Dias Medievais
15.8.11
6.8.11
Mais uma história de Ant. Torrado: gigante procura casa
Era uma vez um gigante que andava à procura de casa. Tarefa difícil. Os gigantes, antigamente, moravam em castelos e, segundo contam histórias desses tempos, a sombra que a sua imensa altura projectava sobre os povoados aterrorizava as gentes. Dantes. Este não era má pessoa. À primeira vista não parecia, quem o olhasse de baixo. Mas, passada a primeira impressão, percebia-se que era um bom gigante. Também tivera um castelo à sua medida. Dificuldades várias tinham levado o castelo à ruína. Chovia lá dentro, mesmo quando não chovia cá fora. Problemas de canalizações ou do que fosse, o facto é que a morada dos antepassados do bom gigante foi vendida por tuta-e-meia e, depois de grandes obras de restauro, transformada numa estalagem de juventude. Mas, como o bom gigante já não era novo, teve de ficar à porta. Dormir ao relento é muito desconfortável, qualquer que seja o tamanho de quem se veja obrigado a tal experiência. Por isso o gigante pôs-se a procurar casa. Como se começou por dizer, a tarefa era difícil. Hoje, ninguém constrói casas para gigantes. Três assoalhadas, quatro assoalhadas ou pequenas moradias com um quintalinho, ainda se arranja. Mas um gigante precisa de mais espaço.
- Nem que andasse sempre de gatas conseguia viver em casas assim - lamentava-se o gigante. Chegou a morar, um mês, numa casa, só por causa do corredor, que era muito comprido. Para dormir, estendia-se no corredor, mas não podia dobrar as pernas. Uma grande contrariedade para quem, como era o caso dele e é o meu, gosta de dormir de lado, com as pernas encolhidas. Alugou depois uma vivenda, que tinha garagem. Dormia na garagem e dispensava a casa. Mas como a porta automática da garagem se abria, por qualquer movimento mais sacudido que fizesse durante o sono, apanhou um resfriamento e, muito constipado e desiludido, teve de desistir desta solução. Mas porque é que ele não mandava construir uma casa à sua altura, como quem faz um fato no alfaiate, por medida? Isto qualquer um pode perguntar. Ele que responda.
- Não tenho dinheiro que chegue - explicava, muito pesaroso.
- Uma casa para um gigante não é uma casa qualquer. Exige muito tijolo, muito cimento, muito azulejo. Se eu não fosse tão comprido... Um médico, que ele consultou, disse-lhe, meio a sério, meio a brincar:
- Isso resolve-se. Corta-se um bocado. O difícil é a escolha. Ou as pernas ou a cabeça. O gigante saiu do consultório, a correr. Nem pagou. Bem feito para o médico não se fazer de engraçado. Ao fim de muitas voltas, alugou um armazém abandonado, à beira de um cais. Não tinha muitas comodidades, mas era avantajado como lhe convinha. A renda também era avantajada, o que já não lhe convinha tanto. Para poder pagar o aluguer do armazém, teve de procurar trabalho. Vá que vá que conseguiu arranjar emprego, sem grandes demoras. E perto de casa. O bom gigante trabalha, agora, nos carregamentos e descarregamentos dos barcos acostados ao cais. Faz as vezes de guindaste e dá muito boa conta do serviço. Um bocado cansativo, mas ele não se queixa. A vida, hoje em dia, não está fácil para ninguém. Nem para os gigantes.
21.7.11
15.7.11
10.7.11
Mercado de Artesanato de Altura recebeu leituras do Centro Escolar
O Centro Escolar de Altura (1º Ciclo e Pré-Escolar) marcou presença no Mercado de Artesanato de Altura. 

A temática apresentada passou pela promoção da leitura e da literacia, com leituras encenadas, teatro de fantoches, ilustração e muitos, muitos, muitos livros.
6.7.11
Língua Portuguesa 2 oferece livro à Biblioteca Escolar
Os alunos de Língua Portuguesa 2, com a professora Célia, ofereceram à biblio um livro com provérbios e ditados populares dos seus países (Roménia, Bulgária, Moldávia, Inglaterra, Ucrânia,...).
O livro está agora exposto nos destaques da biblioteca e pode ser consultado por todos os interessados. Obrigado pela oferta e muitas felicidades para o desenvolvimento das competências em Língua Portuguesa.
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