15.2.11

LUA CHEIA: mais uma história


O jovem hipopótamo olha-se no espelho do lago e diz, tristemente:

- Sou tão feio! Tenho a boca enorme, dentes separados, uns olhos de choro, orelhas ridículas e um corpo? oh, um corpo tão deselegante, tão desajeitado que nunca vou poder dançar com ninguém.

O jovem elefante também se olha no espelho do lago e diz, tristemente:

- Sou tão feio! Tenho uma tromba imensa, orelhas de abano, olhinhos piscos e um corpo? oh, um corpo tão trangalhadanças e descomunal que nunca vou poder jogar às escondidas com ninguém. Mas, quando o jovem hipopótamo, depois de, tristemente, se ter mirado no espelho do lago, levantou a cabeça, viu, na outra margem, uma jovem hipopótama.

- Que linda! - exclamou. - Tem uma boca grande e expressiva, dentes bem implantados, uns olhos enternecidos, orelhas mimosas e um corpo tão elegante que apetece logo convidá-la para dançar.

Também o jovem elefante, depois de, tristemente, se ter visto reflectido no espelho do lago, ao levantar a cabeça, deparou com uma jovem elefanta, na outra margem.

- Que encantadora! - exclamou. - Tem uma tromba ondulante, orelhas cheias e contentes, uns olhinhos maliciosos e um corpo tão resplandecente de vida que apetece logo pedir para jogar às escondidas com ela.

É de ficar por aqui. A estas horas, o jovem elefante e o seu par jogam às escondidas, correm, perseguem-se, riem, à beira do lago. Que felizes que eles estão! Estão eles e estamos nós. Até a Lua, bem redonda e festiva, que sobe pela noite, se debruça lá do alto, para não perder nem um pouco de perfume da Primavera, a despontar na terra, nos animais, nas plantas, em tudo o que é vida e anuncia a felicidade.

13.2.11

"O Sapo Apaixonado": apresentação na E.B. 1 de Castro Marim






A turma do 7º A, no âmbito de Área de Projecto, e em parceria com a biblioteca escolar, levou a magia de "O Sapo Apaixonado" à turma do 1º ano da E.B. 1 de Castro Marim.



Segunda-feira, Dia dos Namorados, haverá mais duas apresentações: E.B. 2,3 (refeitório, 13:30) e para os "amiguinhos" do Pré-Escolar (14:30). O sapo verde vai andar por aí... Ena pá, o sapo está apaixonado!!!

Já começaram as actividades para o Dia dos Namorados: Decoração e "O Sapo Apaixonado" na biblio...


A biblioteca escolar da E.B. 2,3 de Castro Marim já abriu as portas às comemorações do Dia dos Namorados. Um grupo de alunos decorou a biblio e preparou a apresentação de "O Sapo Apaixonado". Se um sapo verde e uma pata branca se apaixonam... então... é porque o amor é mesmo invencível!!!

Máscara CD - EB 1 de Altura



Os alunos do 2º ano da E.B. 1 / JI de Altura
construiram várias máscaras a partir de CD's.
Os trabalhos estão, agora, expostos na biblioteca escolar
desta escola do nosso Agrupamento.
Mais um exemplo de que a imaginação não tem
limites e transforma tudo em magia!

10.2.11

Mais uma bela história

De Arzila a Tânger
Por António Torrado

Houve um tempo em que os reis de Portugal detinham, entre outros territórios ao seu mando, umas tantas cidades fortificadas do Norte de África. Uma delas Tânger. Outra, Arzila. Ora aí pelos começos de 1503, o governador português de Arzila soube que os mouros de Fez preparavam, às escondidas, uma expedição para cercar Tânger. Pretendiam uns tantos infiltrar-se na cidade, sob o disfarce de mercadores, para ajudarem à conquista, quando o exército mouro, a coberto da noite, tentasse escalar as muralhas da cidade. Era um bom plano, mas? Mas se fosse possível avisar a tempo o governador militar de Tânger, ia o plano por água abaixo. Avisar como? Nessa época não havia correios nem telégrafos nem faxes nem telefones. Podiam enviar um emissário, pois podiam. O pior era se o cavaleiro era interceptado pelas hostes inimigas, que iam já a caminho. Estava o governador de Arzila a congeminar, sem se decidir, quando ouviu uns latidos, vindos da cerca do quartel.
- É a cadela do Pedro de Castro, com saudades do dono, que pertence à guarnição de Tânger - esclareceu um oficial.
- E porque não foi a cadela com ele? - quis saber o governador.
- A cadela estava à espera de cachorrinhos. Eles já nasceram, já os amamentou e agora, se a gente a desprendesse, era capaz de saltar tudo para ir ter com o dono.
- E há-de ir - disse o governador, tomado de uma súbita ideia.
Trouxeram a cadela, muito esperta e meiga, ataram-lhe aos pescoço um saco pequeno, que continha uma carta enrolada, e levaram-na para as portas da cidade de Arzila.
- Vai avisar o teu dono - disseram à cadela, dando-lhe uma palmada no lombo.
Foi o que ela quis ouvir. Fareja aqui, fareja ali, a cadela correu pelo deserto, ultrapassou caravanas, ladeou oásis, venceu dunas e passou, sem se dar a conhecer pelo exército mouro, acampado num desfiladeiro, à espera da noite do ataque. Muito cansada e dorida, entrou em Tânger, orientou-se por ruas e ruelas e foi descobrir Pedro de Castro, a almoçar com o governador. Que grande alegria para o bicho e para o dono!
- Ela traz um saquitel pendurado ao pescoço - chamaram à atenção alguns dos presentes.
Foram ver. Era a carta com o aviso. Logo o governador de Tânger mandou tomar providências. Fecharam as portas da cidade. Dobraram as atalaias, redobraram as defesas e, assim, a cilada que os mouros queriam armar não surtiu efeito. A cadelinha salvara muitas vidas e uma fortaleza do reino. Era uma heroína, com direito a título de registo, na História de Portugal. Mas se nem sequer lhe sabemos o nome?

7.2.11

Obrigado pela Família Elmer


Os alunos de Educação Especial do nosso Agrupamento, acompanhados pela professora Manuela Manuel, ofereceram à biblioteca escolar os fantoches utilizados na apresentação de "Elmer - o elefante às cores". Neste conjunto de fantoches, destacam-se as várias versões coloridas do Elmer (todos diferentes, todos iguais!), mas também elefantes cor de elefante, girafas, crocodilos e tantos outros animais da selva da magia.

Muito obrigado por este presente tão simpático!!!

3.2.11

Jovem: 24 horas a escrever

Jovem escreve livro durante 24 h no Porto Book Stock Fair

Pedro Chagas Freitas, jovem escritor multifacetado, vai «escrever um livro durante 24 horas non-stop e ao vivo», entre sábado e domingo, no Pavilhão Rosa Mota, no âmbito do Porto Book Stock Fair, que começa na sexta-feira e termina dia 28.
O Porto Book Stock Fair, no Porto, é o «o maior festival de livros em stock», de acordo com a organização, assegurada pela editora Calendário de Letras, em colaboração com a Câmara Municipal do Porto.
O livro que Pedro Chagas Freitas vai escrever terá 24 capítulos, um por cada hora, e o primeiro já se encontra escrito.

31.1.11

Dona Florinda - mais uma breve história


Em casa da Dona Florinda não havia nada aberto.
Claro que a porta da rua estava sempre fechada. E a sete chaves. Até aqui tudo certo.
Mas fechadas também estavam a porta da despensa, a porta do quarto de arrumações, a porta do quarto da Dona Florinda, a porta da casa de banho, a porta da cozinha, a porta da salinha, a porta do salão.
A Dona Florinda andava sempre com um molho de chaves à cinta. Por cada porta que fechava, por cada volta que dava a uma fechadura, a Dona Florinda dizia ?Trru, está fechada!" Muito contente.
A gente nem percebia qual o motivo de tanto cuidado. Seria que a Dona Florinda não queria deixar entrar o ar lá em casa? Seria que a Dona Florinda não queria deixar sair o ar lá de casa? Ou seria que a Dona Florinda tinha medo que o ar lá de casa apanhasse correntes de ar?
Vivia sozinha a Dona Florinda. Com aquele feitio de tudo fechar, de tudo guardar bem fechado, a Dona Florinda claro que não podia viver acompanhada.
Para as gavetas tinha outro molho com todas as chavinhas. E por cada gaveta fechada a Dona Florinda também dizia: ?Trru, está fechada!"
Mas onde é que a Dona Florinda guardava as chaves, quando à noite se deitava? Guardava numa caixinha, que fechava e metia dentro de uma caixa, que fechava e metia dentro de uma gaveta, que fechava e... ?Trru, está fechada!", mais nada. As três chaves, a da gaveta, a da caixa e a da caixinha, pendurava-as num fio que usava sempre ao pescoço, quer de dia quer de noite. Coitada!
Um dia, como se está mesmo a ver, o fio partiu-se e a Dona Florinda perdeu as chaves. Sumiram-se as três chaves que abriam a gaveta, a caixa e a caixinha, a tal caixinha onde estavam guardadas todas as outras chaves. Que fazer? E tudo fechado...
Sim, que fazer? Arrombar a gaveta, rebentar a caixa, partir a caixinha e recuperar as outras chaves. Depois abrir as portas, as gavetas, os armários, de par em par. Isto faria qualquer pessoa, que não fosse a Dona Florinda.
Desesperada de procurar as três chaves, mães das outras todas, a Dona Florinda abriu a única porta que tinha à mão. A da varanda. E pôs-se a gritar:
- Estou fechada. Socorro. Estou fechada.
Vieram os bombeiros, lançaram a escada e trouxeram a Dona Florinda da varanda à rua.
E agora? Agora a Dona Florinda anda à procura de um nova casa onde morar - uma casa com novas fechaduras, novas chaves.
E a casa antiga da Dona Florinda? Essa, definitivamente, trru, está fechada.

30.1.11

Momentos da Vida Urbana em Materiais Recicláveis - 5ºC


Estão patentes na biblioteca escolar diversas maquetes elaboradas por alunos da turma 5ºC. Estes tabalhos pretendem retratar espaços da vida urbana. Com materiais recicláveis, foram elaboradas maquetes de escolas, prédios, estádios de futebol e centros comerciais. Afinal, reciclar nestes espaços urbanos é uma das chaves para o desenvolvimento sustentável!

28.1.11

Amendoeiras em flor - a lenda para estes dias... eis a neve do Algarve


Lenda das Amendoeiras em Flor

Há muitos e muitos séculos, antes de Portugal existir e quando o Al-Gharb pertencia aos árabes, reinava em Chelb, a futura Silves, o famoso e jovem rei Ibn-Almundim que nunca tinha conhecido uma derrota.

Um dia, entre os prisioneiros de uma batalha, viu a linda Gilda, uma princesa loira, de olhos azuis e porte altivo. Impressionado, o rei mouro deu-lhe a liberdade, conquistou-lhe progressivamente a confiança e um dia confessou-lhe o seu amor e pediu-lhe para ser sua mulher.

Foram felizes durante algum tempo, mas um dia a bela princesa do Norte caiu doente sem razão aparente. Um velho cativo das terras do Norte pediu para ser recebido pelo desesperado rei e revelou-lhe que a princesa sofria de nostalgia da neve do seu país distante.

A solução estava ao alcance do rei mouro, pois bastaria mandar plantar por todo o seu reino muitas amendoeiras que, quando florissem, as suas brancas flores dariam à princesa a ilusão da neve e ela ficaria curada da sua saudade.

Na Primavera seguinte, o rei levou Gilda à janela do terraço do castelo e a princesa sentiu que as suas forças regressavam, ao ver aquela visão indescritível das flores brancas que se estendiam sob o seu olhar. O rei mouro e a princesa viveram longos anos de um intenso amor esperando ansiosos, ano após ano, a Primavera que trazia o maravilhoso espectáculo das amendoeiras em flor.

É muito antiga esta lenda das amendoeiras e foi atribuída a muitas regiões. Parece que tem a sua origem mais remota na Pérsia, país tradicional de campos de amendoeiras e de gentilezas. No entanto, ela surge também na Turquia e no Próximo Oriente. Em Espanha ela foi atribuída às cidades de Córdova e de Sevilha, em relação com Al-Mu'tamid. Mais exactamente, aplicada aos amores de Al-Mu'tamid e de Romaiquia, tudo indica que foi referida a Silves.

27.1.11

A GALINHA RUIVA - ANTÓNIO TORRADO


A galinha ruiva achou umas espigas de trigo.
Ela chamou o gato. Ela chamou o ganso. Ela chamou o porco.
A galinha ruiva disse:
- Quem me ajuda a semear o trigo?
- Eu não - disse o gato.
- Eu não - disse o ganso.
- Eu não - disse o porco.
- Então semeio eu o trigo - disse a galinha ruiva.
E a galinha ruiva semeou o trigo.
O trigo cresceu.
A galinha ruiva disse:
- Quem me ajuda a ceifar o trigo?
- Eu não - disse o gato.
- Eu não - disse o ganso.
- Eu não - disse o porco.
- Então ceifo eu o trigo - disse a galinha ruiva.
E a galinha ruiva ceifou o trigo e levou-o para o moinho.
Depois de ter já o trigo moído e feito em boa farinha, a galinha ruiva disse:
- Quem me ajuda a fazer o pão?
- Eu não - disse o gato.
- Eu não - disse o ganso.
- Eu não - disse o porco.
- Então faço eu o pão - disse a galinha ruiva.
E a galinha ruiva amassou o pão, que ficou muito bem amassado, e cozeu-o no forno, muito bem cozido.
- Quem me ajuda a comer o pão?
O gato disse:
- Miau! Miau! Miau! Quero eu, quero eu, quero eu.
O ganso disse:
- Quá! Quá! Quá! Quero eu, quero eu, quero eu!
O porco disse.
- Gurnin! Gurnin! Gurnin! Quero eu, quero eu, quero eu!
A galinha ruiva disse:
- Vocês não me ajudaram a semear o trigo. Vocês não me ajudaram a ceifar o trigo. Vocês não me ajudaram a fazer o pão. Pois então vocês não me ajudarão a comer o pão. Os meus pintainhos comerão o pão.
E a galinha ruiva e os pintainhos comeram o pão.

23.1.11

JOSÉ e PILAR


Um documentário realizado por Miguel Gonçalves Mendes ("Autografia") sobre o escritor José Saramago, falecido a 18 de Junho de 2010: a sua vida, as suas viagens , a sua relação de amor com Pilar del Río, sua companheira até ao fim da vida. Filmado entre 2006 e 2009 e com a criação do romance "A Viagem do Elefante" como pano de fundo, mostra o quotidiano de um dos mais importantes escritores contemporâneos, na sua relação com Pilar, o público e a vida. Filme de abertura da edição 2010 do DocLisboa, chega agora às salas portuguesas com 22 cópias, tendo também estreia marcada em 11 cidades.