19.9.10

100 anos: a assembleia estabeleceu a bandeira e o hino em 1911


1911-06-19

Estabelecendo a Bandeira e o Hino Nacional.

"(...) A Assembleia Nacional Constituinte decreta:
1.° A Bandeira Nacional é bipartida verticalmente em duas cores fundamentais, verde escuro e escarlate, ficando o verde do lado da tralha. Ao centro, e sobreposto á união das duas cores, terá o escudo das Armas Nacionais, orlado de branco e assentando sobre a esfera armilar manuelina, em amarelo e avivada de negro. As dimensões e mais pormenores de desenho, especialização e decoração da bandeira, são os do parecer da comissão nomeada por decreto de 15 de Outubro de 1910, que serão imediatamente publicados no Diário do Governo.Repetidos vivas á Republica Portuguesa, á Pátria e á Bandeira Nacional (...).
O Sr. Primeiro Secretario faz ondular por sobre a mesa da Presidência a bandeira nacional.
O Sr. Presidente: - Pede novamente silêncio para continuar a leitura.(Lê)
2.° O Hymno Nacional é A Portuguesa.Sala das sessões da Assembleia Nacional Constituinte, em 19 de Junho de 1911.Repercutem por toda a sala vivas à Republica, às nações estrangeiras, a Portugal independente, à Pátria livre.
Prolongados vivas e aplausos.
O Sr. Presidente: - Peço silêncio. Custa-me a pôr ponto a estas manifestações tão patrióticas e tão dignas do acto que acabamos de praticar, mas lembro a todos os Srs. Deputados presentes que, na rua, em numerosíssimo grupo, o povo, o nosso povo, brioso e valente, está à espera de ter a doce comoção de saber que a Republica Portuguesa foi proclamada pela Assembleia Nacional Constituinte.Proponho que a Mesa, acompanhada do Governo Provisório e de todos os Srs. Deputados que quiserem, e suponho que serão todos, se dirijam à varanda do Palácio das Cortes para ler a proclamação da Republica ao povo que ali se acha aglomerado. (Apoiados gerais). (...)
- Viva a pátria livre!- Viva o Povo!- Viva Portugal independente!"

Diário da Assembleia Nacional Constituinte da República, Junta Preparatória, 1ª Sessão, 19 de Junho de 1911, pp. 1;4.

18.9.10

100 anos: a educação em 1910


A educação mereceu especial atenção dos primeiros governos republicanos que tentaram, a todo o custo, resolver o problema do analfabetismo em Portugal. Em 1910, as taxas de analfabetismo rondavam os 71% na totalidade, sendo 81,2% para as mulheres. Para combater rapidamente esta situação, criaram-se escolas móveis que funcionavam nas freguesias onde não existiam escolas fixas. Estas escolas eram frequentadas por crianças, mas também por adultos. O ensino primário foi a área a que a República prestou mais atenção. Assim, a reforma de 1911 criou dois ciclos: o ensino primário elementar, com a duração de três anos; o ensino primário complementar, com a duração de cinco anos, mas manteve apenas a obrigatoriedade para os primeiros três anos de ensino.
A República tornou o ensino laico, isto é, acabou com o ensino da religião na escola. Em substituição da disciplina de Religião e Moral , criou uma nova disciplina, denominada Educação Cívica, com a finalidade de formar cidadãos que defendessem as instituições Republicanas.
Nas escolas eram desenvolvidas actividades que visavam desenvolver nos alunos o amor à Pátria e aos grandes heróis portugueses e o respeito pela bandeira.
Fonte: "História de Portugal", Maria Cândida Proença

100 anos: centenário na biblioteca nacional

Apraz-nos divulgar a exposição "1910 - O Ano da República" que foi inaugurada a 26 de Maio, pelas 18:30, na Biblioteca Nacional de Portugal. A Exposição está patente ao público até dia 23 de Outubro.

A entrada é livre.

Biblioteca Nacional de Portugal
Serviço de Actividades Culturais
Campo Grande, 83
1749-081 Lisboa
Tel. 21 798 20 00 Fax 21 798 21 40

bn@bnportugal.pt

100 anos: artigo do DN de 5 de Outubro de 1910


Artigo do Diário de Notícias de 5 de Outubro, página 2, em que se relata um episódio de última hora!


Fonte: CD interactivo "5 de Outubro 1910- Implantação da República"

17.9.10

100 anos: Arriaga, o 1º Presidente


Manuel de Arriaga (1840-1917)


Manuel José de Arriaga Brum da Silveira nascido na cidade da Horta no Faial, estudou direito na Universidade de Coimbra.

Republicano, Arriaga integrou o primeiro grupo de deputados eleitos pelo Partido Republicano Português (P.R.P.), logo em 1878.

Foi o primeiro Presidente da República portuguesa, cargo que exerceu até à sua renúncia, em 16 de Maio de 1915, na sequência do derrube da ditadura chefiada pelo general Pimenta de Castro.

100 anos: símbolos nacionais - a bandeira


VERDE
“Cor de esperança e do relâmpago, significa uma mudança representativa na vida do país”.

VERMELHO
“Cor combativa e quente, é a cor da conquista e do riso.
Uma cor cantante, ardente, alegre. Lembra o sangue e incita à vitória”.

O ESCUDO
Sobre a esfera armilar, um escudo com as armas nacionais, constituído por uma área interior branca, com cinco escudetes azuis, em homenagem à bravura dos que lutaram pela independência e uma área exterior vermelha, com sete castelos amarelos, que representam a independência nacional.

1 de Dezembro de 1911
Instituição do Dia da Bandeira, primeiro feriado nacional republicano.

30 de Março de 1987
Decreto-Lei n.º 150/87 que actualiza, sintetiza e homogeneíza a diversa legislação dispersa, estabelecendo regras gerais de utilização da bandeira nacional da República Portuguesa.

100 anos: o que vai acontecer a 5 de Outubro de 2010

5 de Outubro 2010

9h00
Partida da Estafeta da República
Terreiro do Paço
10h00
Início das Cerimónias Oficiais, Chegada do Presidente da República
Praça do Município
10h05
Os Bigodes na Res Publica
Praça do Município
10h30
Cerimónia do Hastear da Bandeira ao som de A Portuguesa tocado pela banda da Guarda Nacional Republicana, em uníssono nacional
Praça do Município
10h40
Intervenções do Presidente da Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República, do Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, do Primeiro-Ministro e do Presidente da República
Praça do Município
11h20
Impressões do Centenário - impressão das mãos de 100 crianças
Praça do Município
12h00
Inauguração de 100 Escolas em simultâneo nacional
Todo o país
12h00
Cerimónia de Homenagem ao Presidente António José de Almeida seguida de Romagem ao Cemitério do Alto de S. João

13h30
Inauguração do Centro de Investigação Chamaplimaud
Zona Ribeirinha de Pedrouços
14h00
Regata do Centenário

14h00
Animação no Terreiro do Paço com ateliers de parkour, esgrima artística, genástica acrobática e Bicicleta da República
Terreiro do Paço
14h00
O Balão da República Voos cativos
Terreiro do Paço
14h00
Danças e Tradições
Terreiro do Paço
14h00
RepublicArte
Terreiro do Paço
16h00
Dona Branca, de Alfredo Keil
Teatro Nacional de S. Carlos
16h00
Render Solene da Guarda
Palácio de Belém
17h00
100 minis, 100 anos de República
Cordoaria Nacional
17h00
As Marchas Populares de Lisboa celebram a República
Rua do Comércio ao Rossio
21h00
O Dia dos Prodígios, de Lídia Jorge
INATEL - Teatro da Trindade
21h30
Espectáculo multimédia
Terreiro do Paço

100 anos: proclamação

A revolução foi proclamada por todo o povo antes ainda de decidida a última acção, ou se saber quem alcançaria a vitória; e, desde esse momento, a notícia transmitida para todas as cidades e terras de Portugal, a adesão unânime à República foi verdadeiramente um plebiscito de espontaneidade e entusiasmo, entrando logo a vida portuguesa em normalidade. Mantiveram-se os valores do Estado, o comércio abriu as suas portas, e a República era consagrada com cantares e alegrias, porque se respirava um ar oxigenado e livre.

As Constituintes de 1911 e os seus Deputados. Obra compilada por um antigo oficial da Secretaria do Parlamento, Lisboa, Livraria Ferreira, 1911, p.381.

16.9.10

100 anos: revolta de 1891

No dia 31 de Janeiro de 1891, na cidade do Porto, registou-se um levantamento militar contra as cedências do Governo (e da Coroa) ao ultimato britânico de 1890 por causa do Mapa Cor-de-Rosa, que pretendia ligar, por terra, Angola a Moçambique.
A 1 de Janeiro de 1891 reuniu-se o Partido Republicano em congresso, de onde saiu um directório eleito constituído por:
Teófilo Braga, Manuel de Arriaga, Homem Cristo, Jacinto Nunes, Azevedo e Silva, Bernardino Pinheiro e Magalhães Lima. Estes homens apresentaram um plano de acção política a longo prazo, que não incluía a revolta que veio a acontecer, no entanto, a sua supremacia não era reconhecida por todos os republicanos, principalmente por aqueles que defendiam uma acção imediata. Estes, além de revoltados pelo desfecho do episódio do Ultimato, entusiasmaram-se com a recente proclamação da República no Brasil , a 15 de Novembro de 1889.
As figuras cimeiras da "Revolta do Porto", que sendo um movimento de descontentes grassando sobretudo entre sargentos e praças careceu do apoio de qualquer oficial de alta patente, foram o
capitão António Amaral Leitão, o alferes Rodolfo Malheiro, o tenente Coelho, além dos civis, o dr. Alves da Veiga, o actor Verdial e Santos Cardoso, além de vultos eminentes da cultura como João Chagas, Aurélio da Paz dos Reis, Sampaio Bruno, Basílio Teles, entre outros.

15.9.10

Exposição Mundial de Filatelia | Portugal 2010

100 anos: filatelia e República

"Promovida pela Federação Portuguesa de Filatelia, terá lugar em Lisboa, de 1 a 10 de Outubro de 2010, a PORTUGAL - 2010, Exposição Mundial de Filatelia, comemorativa dos 100 anos da Implantação da 1ª República Portuguesa.
A Exposição, que terá lugar no Parque das Nações, num dos pavilhões da Associação Industrial de Lisboa, conta com o alto patrocínio dos Correios de Portugal e terá também os patrocínios da FIP e da FEPA, estando aberta a todas as classes filatélicas da FIP."
in site da Federação Portuguesa de Filatelia

14.9.10