17.9.10

100 anos: Arriaga, o 1º Presidente


Manuel de Arriaga (1840-1917)


Manuel José de Arriaga Brum da Silveira nascido na cidade da Horta no Faial, estudou direito na Universidade de Coimbra.

Republicano, Arriaga integrou o primeiro grupo de deputados eleitos pelo Partido Republicano Português (P.R.P.), logo em 1878.

Foi o primeiro Presidente da República portuguesa, cargo que exerceu até à sua renúncia, em 16 de Maio de 1915, na sequência do derrube da ditadura chefiada pelo general Pimenta de Castro.

100 anos: símbolos nacionais - a bandeira


VERDE
“Cor de esperança e do relâmpago, significa uma mudança representativa na vida do país”.

VERMELHO
“Cor combativa e quente, é a cor da conquista e do riso.
Uma cor cantante, ardente, alegre. Lembra o sangue e incita à vitória”.

O ESCUDO
Sobre a esfera armilar, um escudo com as armas nacionais, constituído por uma área interior branca, com cinco escudetes azuis, em homenagem à bravura dos que lutaram pela independência e uma área exterior vermelha, com sete castelos amarelos, que representam a independência nacional.

1 de Dezembro de 1911
Instituição do Dia da Bandeira, primeiro feriado nacional republicano.

30 de Março de 1987
Decreto-Lei n.º 150/87 que actualiza, sintetiza e homogeneíza a diversa legislação dispersa, estabelecendo regras gerais de utilização da bandeira nacional da República Portuguesa.

100 anos: o que vai acontecer a 5 de Outubro de 2010

5 de Outubro 2010

9h00
Partida da Estafeta da República
Terreiro do Paço
10h00
Início das Cerimónias Oficiais, Chegada do Presidente da República
Praça do Município
10h05
Os Bigodes na Res Publica
Praça do Município
10h30
Cerimónia do Hastear da Bandeira ao som de A Portuguesa tocado pela banda da Guarda Nacional Republicana, em uníssono nacional
Praça do Município
10h40
Intervenções do Presidente da Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República, do Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, do Primeiro-Ministro e do Presidente da República
Praça do Município
11h20
Impressões do Centenário - impressão das mãos de 100 crianças
Praça do Município
12h00
Inauguração de 100 Escolas em simultâneo nacional
Todo o país
12h00
Cerimónia de Homenagem ao Presidente António José de Almeida seguida de Romagem ao Cemitério do Alto de S. João

13h30
Inauguração do Centro de Investigação Chamaplimaud
Zona Ribeirinha de Pedrouços
14h00
Regata do Centenário

14h00
Animação no Terreiro do Paço com ateliers de parkour, esgrima artística, genástica acrobática e Bicicleta da República
Terreiro do Paço
14h00
O Balão da República Voos cativos
Terreiro do Paço
14h00
Danças e Tradições
Terreiro do Paço
14h00
RepublicArte
Terreiro do Paço
16h00
Dona Branca, de Alfredo Keil
Teatro Nacional de S. Carlos
16h00
Render Solene da Guarda
Palácio de Belém
17h00
100 minis, 100 anos de República
Cordoaria Nacional
17h00
As Marchas Populares de Lisboa celebram a República
Rua do Comércio ao Rossio
21h00
O Dia dos Prodígios, de Lídia Jorge
INATEL - Teatro da Trindade
21h30
Espectáculo multimédia
Terreiro do Paço

100 anos: proclamação

A revolução foi proclamada por todo o povo antes ainda de decidida a última acção, ou se saber quem alcançaria a vitória; e, desde esse momento, a notícia transmitida para todas as cidades e terras de Portugal, a adesão unânime à República foi verdadeiramente um plebiscito de espontaneidade e entusiasmo, entrando logo a vida portuguesa em normalidade. Mantiveram-se os valores do Estado, o comércio abriu as suas portas, e a República era consagrada com cantares e alegrias, porque se respirava um ar oxigenado e livre.

As Constituintes de 1911 e os seus Deputados. Obra compilada por um antigo oficial da Secretaria do Parlamento, Lisboa, Livraria Ferreira, 1911, p.381.

16.9.10

100 anos: revolta de 1891

No dia 31 de Janeiro de 1891, na cidade do Porto, registou-se um levantamento militar contra as cedências do Governo (e da Coroa) ao ultimato britânico de 1890 por causa do Mapa Cor-de-Rosa, que pretendia ligar, por terra, Angola a Moçambique.
A 1 de Janeiro de 1891 reuniu-se o Partido Republicano em congresso, de onde saiu um directório eleito constituído por:
Teófilo Braga, Manuel de Arriaga, Homem Cristo, Jacinto Nunes, Azevedo e Silva, Bernardino Pinheiro e Magalhães Lima. Estes homens apresentaram um plano de acção política a longo prazo, que não incluía a revolta que veio a acontecer, no entanto, a sua supremacia não era reconhecida por todos os republicanos, principalmente por aqueles que defendiam uma acção imediata. Estes, além de revoltados pelo desfecho do episódio do Ultimato, entusiasmaram-se com a recente proclamação da República no Brasil , a 15 de Novembro de 1889.
As figuras cimeiras da "Revolta do Porto", que sendo um movimento de descontentes grassando sobretudo entre sargentos e praças careceu do apoio de qualquer oficial de alta patente, foram o
capitão António Amaral Leitão, o alferes Rodolfo Malheiro, o tenente Coelho, além dos civis, o dr. Alves da Veiga, o actor Verdial e Santos Cardoso, além de vultos eminentes da cultura como João Chagas, Aurélio da Paz dos Reis, Sampaio Bruno, Basílio Teles, entre outros.

15.9.10

Exposição Mundial de Filatelia | Portugal 2010

100 anos: filatelia e República

"Promovida pela Federação Portuguesa de Filatelia, terá lugar em Lisboa, de 1 a 10 de Outubro de 2010, a PORTUGAL - 2010, Exposição Mundial de Filatelia, comemorativa dos 100 anos da Implantação da 1ª República Portuguesa.
A Exposição, que terá lugar no Parque das Nações, num dos pavilhões da Associação Industrial de Lisboa, conta com o alto patrocínio dos Correios de Portugal e terá também os patrocínios da FIP e da FEPA, estando aberta a todas as classes filatélicas da FIP."
in site da Federação Portuguesa de Filatelia

14.9.10

100 anos: edição da revista Ocidente de 20 de Outubro de 1910!!!

Uma pérola, eis a edição da revista Ocidente de 20 de Outubro de 1910.
As notícias não podiam ser mais frescas: os olhos que viram a revolução e o 1º Governo.

http://hemerotecadigital.cm-lisboa.pt/OBRAS/Ocidente/1910/N1144_1145/N1144_1145_master/N1144_1145.pdf

100 anos: membros do 1º Governo da 1º República

Ao longo dos 16 anos da 1ª República, os governos sucederam-se uns aos outros: 45 governos, 7 parlamentos e 8 Presidentes da República. A instabilidade sentia-se no dia-a-dia e os membros do 1º governo da 1ª República foram também vítimas dessa instabilidade, sendo que ao 3º dia de governo, o Ministro das Finanças, Basílio Telles foi substituído, sem nunca ter assumido a pasta, por José Relvas.
Vê aqui os membros do 1º Governo da 1ª República divulgados na Revista Ocidente de 20 de Outubro de 1910

100 anos: movimentos vanguardistas


"Na segunda década do [...] século, a arte portuguesa entrou subitamente em consonância com os movimentos vanguardistas europeus. A Exposição Livre (1911), os salões dos humoristas (desde 1912), a presença dos Delaunay em Portugal (1915-1917), as revistas Orpheu (1915) e Portugal Futurista (1917), a vinda dos bailados de Diaghilev (1917) e a experiência dos bailados portugueses (1918) são alguns dos acontecimentos que marcaram a acção dos modernistas num ambiente cultural dominado pelo gosto naturalista. De toda essa época ficaria apenas uma lenda, se não fosse a existência da obra de Amadeo de Souza-Cardoso, apresentada em 1916 no Porto e em Lisboa. Almada Negreiros, Eduardo Viana e Santa-Rita foram os seus companheiros. Impressionismo, futurismo, cubismo, orfismo, abstraccionismo, "purismo", expressionismo e protodadaísmo constituem os diversos aspectos das obras realizadas.

Rui Mário Gonçalves, 1910-1918. Humorismo. Futurismo. A ânsia de originalidade,
in: História da Arte em Portugal, vol. 12, p. 49, Publicações Alfa, 1986

100 anos: curioso idealista da República

O documento do mês de Fevereiro na Torre do Tombo mostra um texto datado de 6 de Agosto de 1911, pelo qual um conjunto de tenentes da Guarda Nacional Republicana homenageia o cidadão Artur Celestino Sangreman Henriques.
Esta homenagem surge na sequência da recusa da pensão atribuída pela Assembleia Constituinte pela participação nos acontecimentos que levaram à implantação da República no cinco de Outubro e que o promoviam de sargento a oficial.
Alegou, para a recusa, que os benefícios para a pátria e a honrosa promoção já se constituiam numa proveitosa recompensa.

Consultar em Arquivo Nacional da Torre do Tombo, documento do mês,ideais republicanos