15.11.07

Sabes o que são lendas?

São textos que correm na oralidade, que vão de "boca a orelha", por assim dizer, e que sendo imaginários, tentam explicar factos reais.

Por exemplo, aqui no Algarve, uma das lendas mais conhecidas é, talvez, a Lenda das Amendoeira, que recorre a factos imaginários ( a existência de um rei mouro e de uma princesa do Norte da Europa), para explicar o facto de haver tantas amendoeiras nesta zona do país.

Deixamos-te aqui alguns sítios onde poderás encontrar outras.

12.11.07

Destaque da semana

Alice Vieira (Lisboa, 1943) é uma escritora e jornalista portuguesa. Licenciou-se em Filologia Germânicas pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, mas dedicou-se desde cedo ao jornalismo, dirigindo os suplementos Juvenil e Catraio no Diário de Notícias. Também trabalhou em vários programas de televisão para crianças e é considerada uma das mais importantes autoras portuguesas de literatura infanto-juvenil.

As suas obras foram traduzidas para várias línguas, como o alemão, o búlgaro, o basco, o castelhano, o galego, o francês, o húngaro, o neerlandês, o russo e o servo-croata. Foi casada com o também jornalista e escritor Mário Castrim.

AQUI uma entrevista que colegas teus da escola Diogo Cão fizeram à escritora.

Esta é uma das obras que temos na biblioteca, ora lê apenas um pequeno resumo:

Mariana, filha única, tem dez anos quando Rosa nasce. Agora vai partilhar tudo com a irmã: o quarto, o tempo dos pais, o afecto da família — incluindo a Avó Elisa que desconfia do progresso, e a Tia Magda, que tem um dente de ouro, uma fala que mete medo e só gosta de estrelícias e antúrios. Mas pelo menos a recordação da Avó Lídia e a amizade de Rita ela não quer dividir com mais ninguém. Será que Rosa vai continuar a ser «uma intrusa»?

Que tal? Aguçou-te a curiosidade? Então só tens uma coisa a fazer: requisitá-lo, está bem de ver! :)




Esta é outra das obras da escritora que existe e sabem o que acontece nesta aventura?

Três jovens irmãos, que visitam o Castelo de São Jorge e procuram uma moeda de colecção (o objecto que os transportará no tempo), encontram-se, subitamente, 834 anos atrás. Afonso Henriques, o primeiro rei de Portugal, revela-se-lhes com o seu mau feitio. Geram-se vários equívocos, pelo que os protagonistas vivem novas aventuras. A ironia e o humor são constantes.

Se querem divertir-se um pouco, pois esta será uma leitura aconselhável. MAS ATENÇÃO, SÓ A GENTE BEM DISPOSTA!
Para teres acesso a mais obras desta escritora basta consultares o painel dos destaques, ou então dirigires-te a uma das funcionárias da biblioteca, que te indicarão a estante onde se encontra grande parte da obra de Alice Vieira.
BOAS LEITURAS!

Sabias que...

... se comemorou ontem o Dia de S. Martinho? A propósito conheces a lenda de S. Martinho? Aqui está ela:
Martinho nasceu no ano de 316, em Sabária ( actual Hungria ). O seu pai era soldado do exército romano e deu-lhe uma educação cristã. Aos 15 anos Martinho foi para Itália e alistou-se no exército Romano, tornando-se mais tarde num general rico e poderoso.
Um dia de regresso a casa, cavalgava debaixo de forte tormenta. A chuva e o granizo caíam copiosamente, o vento, furioso, uivava e o frio parecia esmagar os ossos... Numa curva do caminho, deparou com um mendigo que, quase nu, se confundia com os troncos mirrados e enegrecidos da beira da estrada. Este, estendia um braço descarnado em busca de algum auxílio que o salvasse de uma morte certa.
O general, de coração apertado por tamanha desgraça, apeou-se do cavalo e passou a sua mão carinhosamente pela do pobre. Em seguida, desprendeu a espessa e quente capa que o protegia e, com um golpe seguro de espada, dividiu-a em duas partes. Estendeu uma das metades ao mendigo e agasalhou-se o melhor que pode com a restante...
Apesar de mal agasalhado e a chover torrencialmente, Martinho continuou o seu caminho, cheio de felicidade... Então, o bom Deus , ao presenciar este gesto, fez desaparecer a tempestade. O céu ficou límpido e surgiu um sol de estio, cheio de luz e calor. Nos três dias que ainda durou a viagem, um Sol radioso acompanhou o general .
É assim que todos os anos, em Novembro, somos presenteados com, pelo menos, três magníficos dias de Sol , para que a memória dos homens, tantas vezes curta não se esqueça do desinteresse do gesto que salvou a vida ao mendigo. - É o Verão de S. Martinho.
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Ainda a propósito do S. Martinho, aqui vão alguns provérbios:
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- No dia de S. Martinho vai à adega e prova o teu vinho.
- Mais vale um castanheiro do que um saco com dinheiro.
- Pelo S. Martinho mata o teu porquinho e semeia o teu cebolinho.
- Se o Inverno não erra caminho, tê-lo-ei pelo S. Martinho.
- Se queres pasmar teu vizinho lavra, sacha e esterca pelo S. Martinho.
- Dia de S. Martinho, lume, castanhas e vinho.
- Pelo S. Martinho, prova o teu vinho, ao cabo de um ano já não te faz dano.
- Pelo S. Martinho mata o teu porco e bebe o teu vinho.
- Pelo S. Martinho semeia favas e vinho.
- Pelo S. Martinho, nem nado nem cabacinho.
- Água-pé, castanhas e vinho faz-se uma boa festa pelo S. Martinho.
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ATENÇÃO: Se conheceres algum provérbio que aqui não esteja, alguma quadra ou qualquer outra coisa sobre o S. Martinho e que queiras aqui ver publicada, contacta a Professora Antónia Mancha (Biblioteca).

10.11.07

Os direitos inalienáveis do leitor

1. O direito de não ler.

2. O direito de saltar páginas.

3. O direito de não acabar um livro.

4. O direito de reler.

5. O direito de ler não importa o quê.

6. O direito de amar os “heróis” dos romances.

7. O direito de ler não importa onde.

8. O direito de saltar de livro em livro.

9. O direito de ler em voz alta.

10. O direito de não falar do que se leu.

(In Como um Romance, Daniel Pennac)

7.11.07

Apresentação

A Equipa da Biblioteca decidiu criar este espaço para estar mais próxima de ti, que nos visitas. Para te propor novos desafios, para saber das tuas reais necessidades e, sempre que possível ir ao encontro delas, no sentido de as satisfazer, mas também, e acima de tudo, para divulgar o livro. O livro como objecto de excelência deste espaço que, curiosamente é dos menos utilizados. Cá estaremos para o tornar mais próximo de todos vocês e criar novos leitores. Que prazer seria se isso acontecesse!
Por agora é tudo, mas fiquem atentos a esta página, pois será permanentemente actualizada. Até breve, ou aqui, através dos vossos comentários, ou então na Biblioteca, onde teremos o maior prazer em receber-vos.